O Mau Tempo Voltou?

Não se preocupem, pois esta semana 'O Rádio é Um Gajo Estranho' traz-vos “Sky Blue Sky”:



O sexto longa-duração dos Wilco de Jeff Tweedy, lançado no passado dia 15 de Maio pela já habitual Nonesuch Records.

É o álbum que se segue ao duplo disco ao vivo de 2005 “Kicking Television: Live in Chicago” e ao aclamado “A Ghost is Born” de 2004, que na altura lhes valeu 2 Grammy Awards. Curiosamente o alinhamento da banda continua a ser o mesmo desde esse trabalho, o que para quem conhece o temperamento de Jeff Tweedy pode começar a levantar algumas pistas acerca da sonoridade deste novo “Sky Blue Sky” dos Wilco.

Pois bem, Jeff Tweedy afirma que desde o inicio toda a gente estava em sintonia e isso tornou a experiencia de gravação deste álbum bastante divertida. E sim, o líder dos Wilco chega a parecer feliz!

Não acreditam? Tirem as vossas próprias conclusões entre as 12h e 14h durante mais uma semana de emissões d’O Rádio é Um Gajo estranho.


+info:
Site Oficial: www.wilcoworld.net/
Myspace: http://www.myspace.com/wilco

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O Rádio É Um Cão Estranho...

Depois de uma semana de interregno, os destaques pop regressam aos 107.9 fm.

Sai a 21 de Maio, sucede a Alligator e também tem nome de bicho - esta semana pegamos ao colo um animal de estimação chamado Boxer, trazido de Nova Iorque pelas mãos de Matt Berninger, Aaron Dessner, Bryan Devendorf, Bryce Dessner e Scott Devendorf.

The National - Boxer

Festinhas e brincadeiras durante a semana, sempre entre as 12h e as 14h! Descubram se sempre é verdade que o que é The National é bom...

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A pop no mundo dos sonhos...

... onde os homens têm vozes de anjo e as mulheres usam bigode! Esta semana, O Rádio É Um Gajo Estranho aventura-se no onírico mundo das irmãs Casady e espreita o novo álbum das Coco Rosie. Saído a 10 de Abril, o sucessor do belíssimo "Noah's Ark" apresenta treze temas traduzidos directamente do imaginário de Sierra e Bianca, rotulados com um curioso e estranho título: The Adventures Of Ghosthorse And Stillborn.
Coco Rosie - The Adventures Of Ghosthorse And Stillborn
Para relembrar o concerto deste Sábado na Aula Magna e ouvir durante toda esta semana em "full-mode", de 2ª a 6ª feira, à hora de almoço (ou pequeno-almoço para alguns). As ementas pop adocicadas entre as 12h e as 14h servidas pelos mestres de culinária pop em 107.9 FM!

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... as emissões d'O Rádio É Um Gajo Estranho regressam a uma aparente normalidade.
Para desenjoar de tanto folar, amêndoa e ovo achocolatado, esta semana as emissões pop à hora de almoço trazem sons bem dispostos!

Em tempos viveu na "701" com Peaches, Gonzales e Mocky, tendo passado ainda por Berlim durante mais de dois anos; agora mudou-se de malas e bagagens para Paris.

Em tempos tocou com as Placebo, By Divine Right e Broken Social Scene; agora junta-se a Jamie Lidell, Gonzales, Mocky e Renaud LeTang para compor.

Em tempos brincava com o futuro simples numa casa no segundo andar em "Mushaboom"; agora canta sobre o efeito lunar em "My Man My Moon".

Em tempos perdeu a voz e dedicou-se à guitarra; esta semana damos-lhe todo o tempo para mostrar como liga as duas num exercício musical quase encantatório.

Em tempos trouxe-nos Monarch (Lay Down Your Jeweled Head), Let It Die e uma surpreendente Open Season; agora entrega-nos The Reminder.

Em tempos dava pelo nome de Bitch Lap Lap; agora chamamos-lhe, com todo o respeito e com todas as letras, Leslie Feist!
Feist - The Reminder
O devido destaque a The Reminder, terceiro registo de originais para a canadiana Feist a solo, na antecipação da data de saída do álbum que, entre nós, é editado a 23 de Abril.

O antes e o depois de uma das vozes mais engimáticas da pop para descobrir, de 10 a 13 de Abril (esta semana não temos emissão à 2ª, por motivos logísticos), das 12h às 14h.

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Álbum da semana


Nesta semana que hoje começa o álbum em destaque é o novo dos Modest Mouse, We Were Dead Before the Ship Even Sank. A banda dos álbuns com nomes grandes regressa então neste ano, e nós por cá (e porque não é só na Sic que se usa este termo) vamos-lhe dar o merecido destaque. A ouvir com atenção durante a próxima semana.

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Destaque da Semana 19-23/2

Malcolm Middleton - A BrighterBeat

Ouvidos voltados para a Escócia, o destaque desta semana em "O Rádio é um Gajo Estranho" vai todo para A Brighter Beat, o terceiro trabalho do ex-Arab Strap, Malcom Middleton, com edição marcada para 26/2 na Full Time Hobby.

Nascido em Falkirk, Escócia, Malcolm Middleton chegou pela primeira vez aos ouvidos do mundo em 1996, quando editou com o conterrâneo e companheiro de bebida Aidan Moffat The Week Never Starts Around Here, o primeiro álbum para os Arab Strap. A este seguiram-se mais seis registos de orignais, com destaques para Philophobia, Elephant Shoe ou The Last Romance, em 2005. Em Setembro do ano seguinte, o duo anunciou no seu site o seu final amigável, afirmando que sentiam que a banda já tinha esgotado o seu caminho. Aproveitaram ainda a oportunidade para lançar Ten Years of Tears, uma compilação com algum material inédito até aí.

Enterrados que estavam os Arab Strap, o seu encarregado de "most things musical" pôde dedicar-se a tempo inteiro à sua carreira a solo, que nessa altura já contava com dois álbuns (5:14 Fluoxytine Seagull Alcohol John Nicotine, em 2002 e Into the Woods, em 2005), considerados pela crítica como meros sucedâneos ou parêntesis ao trabalho com Aidan Moffat, já que Malcolm utilizava o mesmo tipo de sonoridade que criara para os Arab Strap e abordava as mesmas temáticas de solidão, depressão e bebida em excesso. Não se lhe podia, contudo, apontar falta de honestidade na escrita, já que na altura da edição de 5:14, Middleton se debatia com uma depressão.

Tal como em The Last Romance tínhamos encontrado uns Arab Strap mais confortáveis consigo próprios, possivelmente no momento mais longínquo da Philopobia que tinham proclamado 7 anos antes, em A Brighter Beat, Malcolm Middleton pode parecer à primeira vista mais livre de problemas, se repararmos apenas nos seus arranjos musicais mais leves, como encontramos na música que dá o nome ao álbum ou em Fuck It, I Love You, onde quase roça no terreno de uns The Boy Least Likely To(!). No entanto, reparando nas letras do escocês percebe-se o que ele quer dizer quando, no seu sítio no MySpace, define o seu álbum como "love songs for depressed people who worry too much about dying and the consequences of their daily actions and thoughts to be able to enjoy life fully": por baixo da camada de açúcar em pó indie-pop que salta à vista e que o separam do ponto de partida, espreitam escondidas-com-o-rabo-de-fora as temáticas de sempre, quase resumidas pelo título que leva uma das faixas do álbum, Death Love Depression Love Death.

Para Malcolm Middleton há vida depois dos Arab Strap. Para a conhecer melhor, nada como acompanhar mais uma semana de emissões de "O Rádio é um Gajo Estranho". De Segunda a Sexta-Feira, entre as 12h e as 14h.

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Destaque da semana de 12 a 16 Fevereiro 2007

Numa semana em que se comemoram tantos santos padroeiros, n'O Rádio É Um Gajo Estranho optamos por comemorar com monstrinhos e indie-rock! Envoltos numa das capas mais interessantes dos últimos tempos, os visitantes desta semana vêm de Portland e acompanham-nos com o seu terceiro álbum em cinco emissões imperdíveis!

Porque esta semana as emissões d'O Rádio É Um Gajo Estranho...


"...are more than a phenomena, they're Menomena!"

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Destaque da semana de 05 a 09 Fevereiro 2007

Esta semana decidimos ser maus, mesmo muito mauzinhos, assim maus como as cobras mas ainda piores, mesmo horríveis! Decidimos não revelar literalmente o projecto em destaque nas emissões d'O Rádio É Um Gajo Estranho durante esta semana de Fevereiro...

Vamos esperar que os ouvintes e leitores descubram, pois gostamos muito de vos exercitar as outras partes do cérebro para além das relacionadas com a audição. Como não somos tão terríveis, temidos ou sequer criminosos fugitivos como certas e determinadas criaturas, ainda vos damos uma pista (e olhem que bela foto para alegrar este blog...):

Sabem quem é? Pois, o senhor Clint Eastwood, ele mesmo, no filme que inspirou o nome do projecto em destaque nas emissões desta semana...
(se deixarem o vosso rato pairar sobre a foto, talvez percebam a pista...)

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Some silent teasing...

Querem mesmo saber qual o destaque desta semana? Não vamos dizer! Para já...

Ouçam a partir desta 2ª-feira, 29 de Janeiro, o último destaque do primeiro mês do ano (ficam já a saber que também é o primeiro destaque do segundo mês deste bendito ano de 2007). Fechamos Janeiro em GRANDE, com algumas surpresas e muitas razões para almoçarem a ouvir os 107.9 (e, no caso dos mais distanciados do eixo Lousã - Figueira da Foz, em www.ruc.pt)!

Uma pista apenas: está frio, daquele frio mesmo frio, assim frio para o polar, uma onda de frio que parece um tsunami vindo do Pólo Norte, frio como tudo que leva o João Lopes e o Rui Oliveira a gritar uns "arre que está frio, alguém ligue o nono aquecedor". Como a conta da electricidade parece que nos vai levar à falência, temos de aquecer a bater palmas... E a dizer... Yeah? ;)

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Destaque da Semana de 22-27/1

Shins-foto



O destaque desta semana calha a Wincing the Night Away, o mais recente trabalho dos Shins, banda originária de Albuquerque, no Novo México. Segue-se a Oh, Inverted World (2001) e Chutes Too Narrow(2003). Tal como esses álbuns tem edição na Sub Pop/Transgressive, sendo lançado no dia 22 de Janeiro.


Shins-Capa



Dados a conhecer a um público mais vasto em 2004, quando contribuiram com duas músicas do seu primeiro álbum para a premiada banda sonora do filme Garden State, os Shins existem desde 1997, quando eram apenas o projecto paralelo de James Mercer e Jesse Sandoval (ambos tocavam nos Flake), só tendo passado a full-time em 1999, quando os outros membros dos Flake, Martin Crandall e Neal Langford, se juntaram aos Shins, deixando tudo mais ou menos como estava antes. Nesse ano e em 2000, lançaram dois singles, When I Goosestep e Nature Bears a Vacuum, que chamaram a atenção de gente como Isaac Brock dos Modest Mouse, com quem fizeram uma digressão, e da editora Sub Pop, que lhes ofereceu um contrato de edição. Para cumprir esse contrato, a banda deslocou-se para Portland, Oregon, onde após a substituição de Neal Langford por Dave Hernandez, gravaram Oh Inverted World e Chutes Too Narrow, etiquetados pela crítica com a obrigatória referência aos clássicos Beach Boys, por causa dos tons solarengos e alegres que marcavam esses álbuns. Se o primeiro causou sensação no movimento indie americano pelas melodias memoráveis, o segundo causou impacto pela produção de Phil Ek, que "poliu" o som dos Shins

Entretanto, e depois de adicionar Eric Johnson ao seu alinhamento, os Shins percorrem com Wincing the Night Away o mesmo caminho que percorreram nos anteriores álbuns, embora o sol pareça brilhar menos. Não é por isso que o álbum deixa de estar recheado de canções ao nível do melhor que já tinham feito, como Sleeping Lessons, canção sobre as insónias de que James Mercer sofria, e que abre o álbum numa toada quase espacial, Phantom Limb,uma canção refinada que é o primeiro single, ou a adorável Red Rabbits.

Wincing the Night Away é um desafio para uma banda que tem, neste momento, uma audiência maior e mais generalista que, ainda assim, espera com atenção e ansiedade o retorno dos rapazes do Novo México. Eles respondem da melhor forma que sabem: se actualizaram relativamente o seu som, continuam a usar os mesmos truques para construir pérolas-pop sorridentes, ainda que, porventura, sem o mesmo intimismo que atingiram em Chutes Too Narrow.

Descobrir este álbum é só mais uma boa razão para se ter o rádio ligado na antena da RUC entre as 12 e as 14 horas e ouvir "O Rádio é um Gajo Estranho".

Links

Site Oficial
MySpace
Transgressive
Sub Pop
Entrevista à Pitchfork

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Destaque da Semana: 08 -> 12 Janeiro 2007

Depois de uma semana a relembrar os melhores de 2006, a segunda semana de Janeiro traz o primeiro disco em destaque do novo ano pop. Convidamos os irmãos Gannon e os irmãos Stodart para entrarem em estúdio e trazerem o seu mais recente registo, que em Novembro foi, à semelhança do primeiro, editado pela Heavenly. Falamos dos The Magic Numbers e do seu novo álbum Those The Brokes.

The Magic Numbers - Those The Brokes


Um golpe de estado, um bairro em Londres e dois rapazes com vontade de criar música enérgica e alegre na senda das composições clássicas - ingredientes para um filme bizarro, ou, na proporção certa, gerar um dos mais encantadores projectos britânicos.
Foi por alturas de Junho de 2005 que quatro criaturas inglesas (Sean Gannon, Romeo Stodart, Angela Gannon e Michele Stodart) saltaram de um anonimato editorial com um álbum de estreia que viria a ser aclamado pela crítica e, inclusivamente, garantir-lhes uma nomeação para o Mercury Prize e um prémio Mojo para Banda Revelação Do Ano De 2005. The Magic Numbers, álbum epónimo, revelou nos quatro amigos de adolescência um quarteto de artistas simples que, em músicas ora delicadas ora a pedir um pé de dança, enchiam de felicidade os ouvintes e, muito especialmente, os espectadores e fãs que já enchiam os concertos da banda antes de haver propriamente material editado.
Após longa e exaustiva tournée de apresentação e promoção do primeiro álbum, e sem quebrar o ritmo, eis que chegou a Primavera de 2006 e os quatro irmão tiveram tempo de se reunir em estúdio para preparar o álbum sucessor. Parcialmente gravado nos Allaire Studios de Nova Iorque (um espaço próximo de Woodstock que, por exemplo, já registou nomes como David Bowie ou Ryan Adams), Those The Brokes vive, como o outro registo da banda, da genialidade musical de Romeo Stodart (o compositor da maioria das músicas, sendo que também há composições da irmã Michele), sentindo-se o toque da composição on the road mas não deixando de se ouvir uma evolução no som e nas palavras cantadas pela banda. As vozes femininas ganham agora espaço para serem ouvidas (na desarmante "Take Me Or Leave Me" ou na intensa "Undecided") e as harmonias estão cada vez mais presentes e apuradas. Há mais soul, mais intimismo, mas continuam a ouvir-se as guitarras rock e a dançar-se os ritmos pop.
Com produção a cargo dos irmãos Stodart, Those The Brokes conta, ainda assim, com algumas ajudas de luxo - Richard Wilkinson, que já tinha misturado o primeiro álbum, deu uma ajuda na produção e uma orquestra de nove integrantes, dirigida por Robert Kirby (o mesmo que se encarregou dos instrumentos de cordas para os álbuns de Nick Drake), juntou-se à banda em estúdio.
As treze faixas que compõem o álbum são, mais uma vez, intimistas e quase auto-biográficas. A nada simples vida sentimental de Romeo Stodart serve de inspiração e está espalhada pela composição - temas como "Take A Chance" (o single de apresentação do álbum) espelham a desordem amorosa tão característica dos The Magic Numbers. Há uma maior profundidade nas emoções transmitidas e uma maior carga dramática, um ambiente mais pesaroso e escuro - como é certo também haver mais insistência em certos versos nas músicas!
As histórias pessoais correm pelo disco - a mais inacreditável, contada por Romeo, refere que "Carl's Song" lhe foi cantada em sonhos por Carl Wilson (um dos Beach Boys, já falecido)...
Um álbum para animar os dias invernosos, para bater o pé, para dançar, para nos encher de felicidade e pensamentos bonitos e, porque não, até de uma forma adorável, para nos quebrar o coração.

A descobrir, nas emissões d'O Rádio É Um Gajo Estranho, entre as 12h e as 14h, nesta segunda semana de Janeiro de 2007!

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Destaque Natalício

"Jingle bells, jingle bells, jingle all the way..."

Pois é, a época natalícia está em pleno! Na semana que antecede a data em que se consome mais bacalhau, couves, doces e perús secos do ano, O Rádio É Um Gajo Estranho convida-vos a escutar doces canções de Natal! De entre as escolhas que nos foram apresentadas...

Árvore de Natal RUC

... decidimo-nos pelo quíntuplo álbum de Sufjan Stevens, Songs For Christmas!

Sufjan Stevens - Songs For Christmas

A ouvir esta semana, entre 2ª e 6ª, das 12h às 14h, enquanto procuram a prendinha a colocar nos sapatinhos dos locutores d'O Rádio É Um Gajo Estranho!

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Destaque da Semana: 13 -> 17 Novembro 2006

Enquanto os alinhamentos perdidos pelos blocos, post-its, folhas soltas e sebentas dos locutores não vão sendo transpostos para um formato digital, aqui fica o destaque que acompanhará as emissões de O Rádio É Um Gajo Estranho da semana que se inicia a 13 e termina a 17 de Novembro - Yours To Keep, primeiro registo a solo do guitarrista dos The Strokes Albert Hammond Jr.


Albert Hammond Jr. - Your To Keep


A primeira aventura de qualquer músico acarreta sempre um certo risco. A frase anterior ganha ainda mais sentido quando por detrás de um grande músico está uma grande banda. Albert Hammond Jr. não é novo nestas coisas de fazer música: filho de um senhor de quem herdou o nome, há algo como (mais coisa, menos coisa) dez anos que empresta os dedos à guitarra dos The Strokes.
Se, na banda de Julian Casablancas, Albert Hammond Jr. era o ocasional parceiro de escrita (são dele parte dos créditos pelo inesquecível Automatic Stop), há alturas em que a criatividade precisa de ser mostrada a solo. Esse foi, provavelmente, o ponto que Albert Hammond Jr. quis mostrar ao, pela primeira vez, editar a solo, em Outubro deste ano, um compêndio de dez faixas sob o sugestivo nome de Yours To Keep.
Os mais desprevenidos que decidam passar por este álbum à espera de mais The Strokes têm uma surpresa logo no início, em "Cartoon Music For Super Heroes": o senhor que nos habituou às All-Star, fato e gravata, sempre eléctrico, surge num registo tremendamente indie, quase folk. Mas pensar que um guitarrista convicto deixaria de fora a sua veia mais latejante seria ingénuo: em Yours To Keep há esta faceta pop alternativa menos conhecida de Albert Hammond Jr., mas ainda se consegue sonhar com Strokes (pegue-se em "In Transit", segunda faixa do álbum e imediatamente surge a imagem da banda que o tornou famoso).
A presença dos The Strokes é, de resto, palpável. Os amigos Julian Casablancas e o próprio manager da banda figuram entre os nomes que colaboraram nesta primeira aventura a solo de Albert Hammond Jr., numa lista de excelência, que destaca dois músicos que percorrem os dez temas de Yours To Keep: Josh Lattanzi, no baixo, e Matt Romano, na bateria.
O primeiro single extraído deste álbum, "Everyone Gets a Star" foi lançado apenas via iTunes em Setembro; tal como "In Transit" e "Bright Young Thing", trata-se de um tema composto há cinco anos (na altura dava pelo nome de "Swiss Beats") para o vídeo da tournée de 2001 dos Strokes, que teve direito a retoques para figurar neste primeiro álbum em nome próprio de Albert Hammond Jr.. Espera-se agora pelo lançamento de "Back To 101" como segundo single, o que acontecerá algures neste mês de Novembro.
Apesar de não ser um álbum brilhante, Yours To Keep é uma surpresa que se vai entranhando com consecutivas audições. Albert Hammond Jr. continua com os Strokes, mas este álbum a solo mostrou-nos que percorre um caminho diferente!

Uma deliciosa iguaria indie-rock para provar, de 2ª a 6ª entre as 12h e as 14h, n'O Rádio É Um Gajo Estranho desta semana!

Mais informações: MySpace de Albert Hammond Jr.

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